• Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026
  • 12:15h
13 de Abril de 2026

Juíza mantém prisão de homem que matou jovem enforcada com toalha em Sinop

Juíza mantém prisão de homem que matou jovem enforcada com toalha em Sinop

A juíza Giovana Pasqual de Mello, do Plantão da Comarca de Sinop, manteve a prisão de Rafael Pendloski Torres Galvão, de 20 anos, acusado de matar Raissa Pereira da Silva, de 24 anos, na quinta-feira (09), no município.

Câmeras de segurança flagraram ele entrando e saíndo da casa da vítima. A jovem foi encontrada no quarto, com uma toalha em volta do pescoço. Ele confessou o crime e disse que estava sob efeito de álcool e drogas.

O caso é tratado como feminicídio.

Em decisão tomada durante audiência de custódia realizada nesse sábado (10), a magistrada homologou a prisão em flagrante do feminicida e converteu a medida em preventiva, destacando a gravidade do crime.

 

“Os fatos narrados indicam, em tese, a prática de feminicídio consumado no âmbito da violência doméstica e familiar contra a mulher”, diz trecho da decisão.

 

A juíza também apontou que há elementos suficientes de autoria e materialidade, incluindo a confissão do assassino e as provas colhidas durante a investigação.

Ainda conforme a decisão, a manutenção da prisão é necessária para garantia da ordem pública, diante do comportamento do acusado, que fugiu e jogou fora a roupa que usava durante o crime.

“A ocultação deliberada em endereço diverso de sua residência, aliada ao descarte da vestimenta utilizada no dia do crime, evidencia que Rafael adotou condutas concretas e organizadas para dificultar sua localização e esquivar-se da ação das autoridades, o que somente foi superado pela elevada complexidade operacional das equipes policiais envolvidas. Esse comportamento organizado de fuga e ocultação, documentado nos autos, demonstra capacidade de planejamento, frieza após o ato e disposição concreta de se esquivar da ação da Justiça, o que torna objetivamente insuficiente qualquer medida cautelar diversa da prisão para assegurar a aplicação da lei penal”, destacou a juíza.

Raissa foi encontrada morta na manhã de quinta-feira, dentro do quarto da própria casa, vestindo apenas sutiã e com uma toalha enrolada no pescoço, o que indica possível asfixia mecânica.

Imagens de câmeras de segurança flagraram a presença de Rafael no imóvel horas antes do crime.

Após sair do local sozinho, ele fugiu e passou a ser procurado, sendo localizado no dia seguinte pela Polícia Militar.

Ao ser preso, o feminicida confessou o crime, alegando que havia consumido álcool e drogas antes de matar a jovem.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Fonte: gcnoticias