Curta-metragem “Se um dia eu morrer, não me deixe às traças”, co-dirigido por Lucas Longhi, Guilherme Sugano e Lui Targa, integra programação do Câmpulung Film Fest, na Romênia
O cinema produzido por jovens talentos brasileiros ganha espaço no cenário internacional. O curta-metragem “Se um dia eu morrer, não me deixe às traças”, que tem entre seus realizadores o cineasta sinopense Lucas Longhi, foi selecionado para o Câmpulung Film Fest, realizado em Câmpulung Moldovenesc, na Romênia.
A obra é uma co-direção de Guilherme Sugano, Lucas Longhi e Lui Targa, reforçando o caráter coletivo da produção. O filme, lançado em 2025, vem construindo sua trajetória por diferentes mostras e festivais e chega à Romênia após também ter sido premiado em uma mostra realizada no Rio de Janeiro no ano passado.
A proposta do curta parte de um olhar íntimo sobre a memória e os vínculos familiares. A partir de relatos e fotografias pessoais, “Se um dia eu morrer, não me deixe às traças” une histórias familiares dos três realizadores em um gesto de preservação e propagação da memória.
A produção também chama atenção pela maneira como transforma lembranças, registros familiares e afetos em linguagem cinematográfica, aproximando o público de histórias que, embora particulares, dialogam com experiências universais sobre família, passagem do tempo, ausência e memória.
O Câmpulung Film Fest é um festival internacional de cinema realizado anualmente na Romênia e reúne produções de diferentes países, além de promover encontros entre cineastas e o público. A edição de 2026 acontece oficialmente entre 13 e 16 de agosto.
Cinema brasileiro em destaque
A participação do curta brasileiro ganha ainda mais relevância diante da presença de grandes produções nacionais na programação do festival. Entre os filmes brasileiros que também serão exibidos estão “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”, colocando diferentes gerações e perspectivas do cinema brasileiro em diálogo com o público romeno.
Para Lucas Longhi, Guilherme Sugano e Lui Targa, chegar a uma programação internacional representa mais um importante capítulo na trajetória de um trabalho construído a partir de experiências pessoais e familiares.
Com uma narrativa que valoriza aquilo que permanece nas fotografias, nos relatos e nas lembranças, “Se um dia eu morrer, não me deixe às traças” leva para além das fronteiras brasileiras uma história sobre memória — e reafirma a força do cinema independente produzido por novos realizadores.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Autor: Janethe Barreto Jornalista – DRT 2.555/MT