O candidato ao Governo, senador Wellington Fagundes (PL), afirmou que recebeu de última hora o convite para participar da agenda do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), na segunda-feira (31), na terra indígena do povo Haliti-Paresi, em Campo Novo do Parecis (a 400 km de Cuiabá).
Segundo Wellington, o convite partiu de lideranças indígenas e fez com que ele mudasse a agenda de campanha para tentar chegar a tempo ao encontro. O candidato ao Senado, deputado federal José Medeiros (PL), também teria sido avisado de última hora.
“Eu tenho a prova! Quem coordenou tudo foi o cacique que esteve aqui. [...] Eu estou em plena campanha e tive que fazer um esforço muito grande, mesmo contra a minha assessoria, porque era o momento de eu me preparar [para o debate], mas tive que sair daqui às pressas”, disse Wellington à imprensa após o debate eleitoral promovido pela TV Vila Real, nesta terça-feira (1º).
“Como fez também o José Medeiros, que de última hora foi informado da vinda do Flávio Bolsonaro. O Medeiros saiu daqui correndo, com um aviãozinho, até correndo risco de vida, para chegar lá. Da mesma forma, eu procurei chegar a tempo”, completou.
A declaração ocorre após a ausência de Wellington no início da agenda ser interpretada como um possível constrangimento político e mais um sinal de distanciamento entre o candidato ao Governo e o núcleo bolsonarista que atua na campanha de Flávio em Mato Grosso.
O MidiaNews apurou que o presidenciável teria alegado que não convidou Wellington para evitar tumulto no local e impedir que o candidato ao Governo chegasse acompanhado de dezenas de candidatos, que poderiam solicitar gravações de apoio eleitoral.
A campanha de Flávio no Estado é coordenada pelo empresário Odílio Balbinotti (PL), candidato a primeiro suplente na chapa de Medeiros.
“Eu cheguei a tempo e na hora possível para gravar com o Flávio. Está tudo publicado [nas redes sociais]”, afirmou Wellington.
Conversa com Flávio
Wellington também contou que, durante o encontro, lembrou ao presidenciável que, em abril do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro esteve na região e visitou a fazenda de seu candidato a vice, o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”.
Na ocasião, Bolsonaro teve os pés ungidos por um pastor e também por Reinaldo. O vídeo do momento ganhou repercussão nacional e foi alvo de críticas e chacota nas redes sociais.
“Eu acho aquilo um momento supremo, solene, um momento religioso, em que um pastor ungiu os pés do Bolsonaro e o Reinaldo fez uma oração curvada. Mostra amizade. Por isso, o Reinaldo foi também sugerido para ser o meu vice pelo Bolsonaro e pela Michelle Bolsonaro. Se isso não é suficiente...”, disparou.
Fonte: midianews
Autor: CÍNTIA BORGES E JONAS DA SILVA FOTO Victor Ostetti/MidiaNews