• Quarta-Feira, 22 de Abril de 2026
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22 de Abril de 2026

Radicalismo não funciona; precisamos do Republicanos e até do MDB

Radicalismo não funciona; precisamos do Republicanos e até do MDB

O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos) criticou a disputa interna entre partidos da direita em Mato Grosso e alertou para o risco de isolamento político dentro do próprio campo ideológico. Segundo ele, lideranças do PL adotam uma postura “radical” ao tentar monopolizar a direita, o que pode comprometer a construção de alianças e enfraquecer projetos eleitorais.

 

Na avaliação do parlamentar, esse tipo de estratégia pode prejudicar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Barbudo afirmou que o excesso de radicalização já teve impacto negativo em disputas anteriores.

 

“Vejo essa crítica com muita tristeza. Isso foi o que levou o [Jair Bolsonaro] a perder a segunda eleição. O radicalismo não funciona. Para o Flávio ganhar, nós precisamos do Republicanos, do União”, disse, ao defender a ampliação do arco de alianças.

 

Barbudo ressaltou que um projeto eleitoral competitivo depende da capacidade de diálogo com diferentes siglas, inclusive fora do núcleo mais ideológico do bolsonarismo.

Nesse contexto, ele se mostrou favorável a uma composição ampla em Mato Grosso, incluindo até o MDB, partido que vem sendo rotulado como de esquerda por setores do PL.

 

“Se a presidente do MDB aqui de Mato Grosso, Janaina Riva, apoiar o Flávio, nós devemos acolher para que ele tenha mais votos”, afirmou.

 

O deputado também saiu em defesa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), alvo indireto de críticas de lideranças do PL. Em declaração recente, o presidente estadual do partido, Ananias Filho, disse que o Republicanos estaria “no colo do presidente Lula” por integrar o Governo Federal.

 

Para Barbudo, essa classificação não corresponde à trajetória de Pivetta. “Quem conhece o Otaviano sabe. Ele é um socialista? Nunca vi uma atitude de socialismo nele. Ele defende redução de impostos, geração de empregos. Como esse cara pode ser esquerdista? É o contrário”, rebateu.

 

Ao final, o parlamentar reforçou que a união entre partidos de centro-direita é essencial para viabilizar uma vitória eleitoral e voltou a criticar o tom adotado pelo PL. “Vejo com muita tristeza, porque o PL não pode criticar os partidos de centro-direita. Precisamos somar forças para chegar à vitória com o Flávio Bolsonaro”, concluiu.

Fonte: midianews

Autor: VITÓRIA GOMES DA REDAÇÃO Foto Yasmin Silva/MidiaNews