Eleito senador por Mato Grosso, José Medeiros (PL) afirmou que a prioridade será trabalhar pela mudança na presidência do Senado Federal e atuar para modificação da Reforma Tributária no Brasil.
Em entrevistana na noite deste domingo (4), ele classificou o Senado como “omisso” e defendeu a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, o Senado é comandado por Davi Alcolumbre (União-AP) que já anunciou que não colocará em pauta o processo de investigação contra magistrados.
“Chegando lá, a prioridade é a gente mudar a presidência do Senado, porque hoje ele está fechado. É um Senado omisso. O Senado está fechado, está com o olho fechado, com o ouvido tampado e a boca fechada. Não nos ouve, não vê o que está acontecendo e não fala nada”, disso.
“Mato Grosso pode esperar também um senador que vai, com unhas e dentes, lutar para que Davi Alcolumbre não continue presidente do Senado e que a gente possa imediatamente iniciar o processo de impeachment de vários, não é um só não, ministros do STF”, completou.
Medeiros conquistou uma das duas vagas em disputa pelo Estado. A outra ficou com o ex-governador Mauro Mendes (União).
Na avaliação de Medeiros, decisões da Corte comprometem a previsibilidade necessária para atrair investimentos. Ele também criticou o que considera interferência do Judiciário em leis aprovadas pelo Congresso Nacional.
“A prioridade é mudar a presidência do Senado. Em seguida, segurança jurídica. E logo em seguida, mudar a reforma tributária que foi aprovada, que Mato Grosso não sobrevive com ela”, disse.
“Quem quer investir quer previsibilidade. Quem quer investir quer um ambiente amigável. E é impossível hoje ter qualquer previsibilidade com o jeito que está a nossa corte”, emendou.
"Destravamento de MT"
O parlamentar também prometeu trabalhar para remover entraves que, em sua avaliação, limitam o desenvolvimento do Estado. Ao comparar Mato Grosso a um “bebê” que precisa de alimento para crescer, afirmou que normas de órgãos públicos e organizações não governamentais restringem esse avanço.
“Muito trabalho. O destravamento desse Estado. Nós precisamos fazer com que esse bebê, que é o Mato Grosso, é um bebê em termos de desenvolvimento no Brasil, precisa de muito alimento para se desenvolver”, afirmou.
Fonte: midianews
Autor: CÍNTIA BORGES foto Victor Ostetti/MidiaNews