O deputado estadual Max Russi, líder do Podemos, irá definir nesta terça-feira (4) se a sigla irá continuar aliada ao grupo do ex-governador Mauro Mendes (União) ou se irá romper para fortalecer a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Palácio Paiaguás.
Ele fará uma reunião, nesta manhã, com vários pré-candidatos da sigla, em sua casa. A convenção está marcada para hoje, a partir das 13 horas.
De um lado, Wellington ofereceu a Max a indicação da vaga de vice-governador na chapa. De outro, Mendes e Pivetta ofereceram a indicação da segunda suplência na chapa de Mendes ao Senado, mais apoio a Max para se reeleger na disputa à Presidência da Assembleia, que acontece em fevereiro do ano que vem.
A possibilidade de o Podemos lançar candidatura própria, com o empresário Elson Ramos, está praticamente descartada. Outra opção, também, remota, seria o partido se declarar neutro na disputa.
Risco e oportunidade
Apesar do risco, aliados de Max enxergam no rompimento com o grupo de Mendes e Pivetta um caminho interessante.
“Todos sabem que se o Podemos for com o Pivetta, e ele se reeleger, a sigla deverá ter um papel de coadjuvante. Agora, se for com o Wellington e ganhar, Max e a sigla terão outra estatura e perspectivas”, disse uma fonte do Podemos.
“É arriscado romper? Claro. Mas ficaremos a vida inteira sendo coadjuvantes? Sabemos que nesse grupo de Mendes não tem espaço... Se Pivetta ganhar, em 2030 vão querer lançar o Fabio Garcia ao Governo. E todos sabem das pretensões de Max”, disse a fonte.
"Ele não tomará nenhuma decisão sozinho. Irá ouvir a todos e avaliar o cenário", disse.
Na noite desta segunda-feira, Max se reuniu com Wellington novamente, na casa do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB). Na ocasião, o candidato do PL reiterou a Max que a vaga de vice na chapa ao Governo está à disposiçao.
Fonte: midianews
Autor: DOUGLAS TRIELLI Foto Victor Ostetti/MidiaNews