O deputado estadual reeleito Dilmar Dal Bosco (União) cobrou a retomada das reuniões internas e a formação de novas lideranças para recuperar a representação do partido em Mato Grosso. A sigla elegeu dois deputados estaduais em 2026, metade da bancada conquistada em 2022.
“Eu acho que a gente tem que fazer reunião, porque nós não tivemos reuniões nos últimos anos. Nós precisamos conversar, se dedicar”, afirmou.
“Nós temos várias pessoas novas que podem se tornar grandes líderes, vir como deputado estadual, federal, lá em 2030, mas agora tem que pensar nas municipais e trazer mais liderança para o partido crescer”, disse.
Dilmar defendeu que o partido retome a articulação política nos municípios e comece a preparar nomes para as eleições de 2028. A estratégia, segundo ele, deve ampliar a presença da legenda no Estado e abrir caminho para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados em 2030.
Na eleição de 2022, o União Brasil elegeu quatro deputados estaduais: Dilmar, Sebastião Rezende, Júlio Campos e Eduardo Botelho. Este último deixou a sigla posteriormente. Neste ano, apenas Dilmar e Rezende conquistaram cadeiras pela legenda.
O deputado também citou a saída de Mauro Mendes do Governo de Mato Grosso, em março, para disputar o Senado, como um fator que exige uma nova organização partidária.
Segundo Dilmar, o ex-governador terá uma agenda mais ocupada no Congresso, mas ainda poderá contribuir para a articulação política da legenda.
Dilmar disse não ter um nome para indicar à presidência estadual do União Brasil e defendeu a renovação dos quadros. Entre os nomes que, na avaliação dele, podem ampliar a atuação política do partido, estão o prefeito de Peixoto de Azevedo, Nilmar Nunes, conhecido como Paulistinha, o vereador Bruno Mena, de Matupá, e o servidor público Gilvan Rodrigues, de São José do Rio Claro.
Federação
Dilmar também apontou dificuldades para ampliar a representação da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP). Em Mato Grosso, o PP não elegeu deputados estaduais nem federais em 2026.
Para o parlamentar, as duas siglas precisam intensificar a presença nos municípios e ampliar a articulação política para chegar às próximas eleições com mais representantes.
“Você vê que o PP nós não fizemos ninguém, nem federal, nem estadual, agora vamos ter que fazer um trabalho”, disse.
“Nós temos que começar a trabalhar, andar no Estado de Mato Grosso para a gente começar a ter mais representatividade, para lá em 2030 voltar com força total”, concluiu.
Fonte: midianews
Autor: VITÓRIA GOMES E JONAS DA SILVA DA REDAÇÃO