A candidata ao Senado e presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva, descartou qualquer tipo de punição ou expulsão a filiados que apoiarem nomes fora do arco de alianças da sigla em Mato Grosso. A declaração foi feita nesta quarta-feira (9) e responde a cobranças feitas por membros do PL, que anunciaram a expulsão de infiéis da sigla.
Segundo a parlamentar, o partido concede liberdade para que os membros sigam suas convicções. "Tanto que os deputados estão em vários palanques. Não temos até o momento, dentro do MDB, nenhum problema quanto a isso", afirmou.
Janaina explicou que a única recomendação é que os candidatos não façam pedido explícito de votos para concorrentes de fora da coligação, embora a presença nos eventos seja liberada.
"O que orientamos é que não peça votos para candidatos que não estejam na coligação. Agora sobre estar em palanques não há restrição. Eu mesma já estive em diversos palanques, não tem como exigir diferente disso dos meus deputados", argumentou.
A presidente da sigla rebateu ainda as críticas recebidas após ser fotografada ao lado do deputado federal Emanuelzinho (PSD) e do senador Carlos Fávaro (PSD). Adversários acusaram a deputada de pedir votos para Fávaro, fato que ela nega.
"Vocês jamais vão me ver pedindo voto para qualquer senador que não seja eu mesma. Obviamente que estarei em vários palanques, como estive já com Pedro Taques, com Mauro Mendes, com Fávaro. Trato todos com respeito. Essa restrição é do PL", declarou.
Para Janaina, a motivação dos ataques é sua boa posição em pesquisas. Assim, nomes que miram vaga no Senado a encaram como “adversária a ser combatida”.
“Tenho que entender que o palanque em que estou não é meu. Hoje, por exemplo, estarei com Max Russi e Mauro Mendes. Tratarei todos com respeito, mas não pedirei votos a nenhum deles”, completou.
Crise no PL
Desde que a aliança entre PL e MDB foi anunciada, alguns bolsonaristas mais fervorosos não aceitaram bem a aliança. Assim, mesmo diante de várias ameaças de expulsão, viraram as costas ao candidato do grupo ao governo do Estado, Wellington Fagundes, e declararam publicamente apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos). O presidente estadual disse que abriria procedimento de expulsão dos 'traidores', porém, o resultado deve vir somente após as eleições.
Fonte: gazetadigital
Autor: Aparecido Carmo e Jessica Bachega