• Sábado, 02 de Maio de 2026
  • 02:19h
16 de Dezembro de 2025

Abilio irrita cuiabanos com conversa mole para esconder fiasco da gestão

Abilio irrita cuiabanos com conversa mole para esconder fiasco da gestão

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), é a maior liderança da extrema direita bolsonarista em Mato Grosso. Seu vocabulário extremista vem, a cada dia, ficando menor diante dos fatos. O fracasso da sua gestão não pode ser explicado pelas três palavras que lhe restam: “esquerda”, “direita”, “narrativa”. Os fatos são subversivos. A conversa mole do prefeito está a cada dia irritando os cuiabanos e as cuiabanas. 

Primeiro a “molecagem ideológica”. Abilio, como Bolsonaro, chama de direita o que é extrema direita. O bolsonarismo é um populismo autoritário de viés totalitário. Não é e nunca foi direita. É extrema direita. A extrema direita defende a tortura; a extrema direita defende a ditadura; a extrema direita defende o extermínio dos adversários; a extrema direita usa da religião como instrumento político, e a extrema direita tentou dar um golpe contra a democracia.

Abilio, para ser de “direita”, precisaria dizer publicamente que Bolsonaro é um monstro da extrema direita, que defende a tortura, que defende a ditadura, repudiando um líder anticristão que prega a matança de adversários. Isso não vai acontecer: Abilio é a voz do dono, segue cegamente seu líder. Abilio produz “adubo ideológico” para cultivar a erva daninha da extrema direita em Mato Grosso.

Corrigido o termo político e ideológico que cabe a Abilio, um legítimo político de extrema direita, passemos ao uso da palavra “narrativa”. O prefeito usa como se fosse um instrumento que legitima o discurso da extrema direita contra a esquerda. Essa é a lógica torta que reduz fatos às versões oportunistas e vazias: “narrativa” é o que a esquerda diz, verdade única é o que a extrema direita diz. 

Qual é o assunto recente que Abilio usou as três palavras que lhe restam no seu raciocínio extremista nas suas redes sociais, seu refúgio? Os seus ataques públicos contra as mulheres desde sua primeira eleição de prefeito em 2020. O prefeito de Cuiabá tenta provar que os fatos são “narrativas da esquerda”. A verdade dos fatos: Abilio debocha das mulheres. Fatos que a sua conversa mole ideológica não esconde.

 

Fato: Abílio debochou da então candidata Gisela Simona na eleição de em 2020. O deboche dele veio com a sua famosa frase: “é uma boa candidata, apesar de ser mulher”.  

Fato: Abilio usou uma mulher para atacar outra mulher. O deboche cruel foi rotular a mulher que o criticou chamando-a de “histérica”. O alvo foi a vereadora Maysa Leão (Republicanos) por tê-lo chamado de “moleque” e “despreparado” na tribuna. Abilio argumentou que se ele usasse termos pejorativos contra ela, seria acusado de violência de gênero. Então terceirizou o ataque à vereadora usando uma mulher para reproduzir o seu discurso debochado e machista.

Fato. Com apenas sete meses de gestão ele demitiu a médica Lúcia Helena. A saída ocorreu em meio a rumores de insatisfação política e pressão de vereadores da base. Abilio defenestrou a médica sem nenhuma consideração. 

Fato. Abilio desrespeitou publicamente a professora Maria Inês, doutora em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), docente aposentada do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), e uma referência no debate sobre racismo e saúde. Abilio debochou da fala da doutora, reduzindo o debate sobre a saúde pública a uma questão ideológica entre esquerda x extrema direita. O prefeito foi criticado nacionalmente por agir de forma “antidemocrática”, “autoritária”, “racista”, “misógina” e praticar “violência política de gênero” contra a professora por se manifestar com o uso de pronomes neutros.

Fato. Abilio se vangloria de que apoiou uma Mesa Direta da Câmara de Cuiabá formada 100% por mulheres. Em óbvio, a Mesa foi formada para transformar a Câmara num puxadinho da prefeitura. A composição feminina da Mesa Diretora não esconde o principal objetivo: Abilio quer dar as ordens às mulheres-vereadoras. Simples assim.

Fonte: pnbonline

Autor: Pedro Pinto de Oliveira