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  • 15:13h
10 de Julho de 2025

Investigado pagava amigo para usar tornozeleira eletrônica em seu lugar

Investigado pagava amigo para usar tornozeleira eletrônica em seu lugar

Durante as buscas realizadas na Operação Desterro, nesta quarta-feira (9), foi constatado que um dos investigados pagava para que uma pessoa usasse sua tornozeleira eletrônica. Ele não foi localizado e as buscas continuam. A ação apura o desaparecimento de 5 trabalhadores do Maranhão que estavam em Várzea Grande para trabalhar e não foram vistos desde o dia 9 de janeiro.


Em entrevista coletiva, o delegado Rogério Gomes, da Delegacia de Homicídios (DHPP), explicou que nesta quarta-feira buscas foram cumpridas e duas pessoas presas em flagrantes, uma por porte ilegal de arma de fogo e outra por fraude processual.

“Uma das prisões em flagrante foi em decorrência de uma fraude processual, tendo em vista que um dos nossos alvos fazia uso de tornozeleira eletrônica, mas o objeto estava afixada em outra pessoa que recebia um valor mensal para se passar por ele”, afirmou o delegado.


O delegado confirmou ainda que o verdadeiro alvo da operação não foi localizado.


“Inicialmente, ambos irão responder por uma fraude processual ou até outros crimes, a depender da análise das

investigações. Nós iremos analisar todo esse material aprendido, inclusive os celulares, para que possamos estabelecer a autoria e identificar os verdadeiros responsáveis por esse crime bárbaro que aconteceu ali no Várzea Grande”, explicou o delegado.


Como já noticiado pelo , a DHPP investiga o sumiço de 5 maranhenses que vieram ao estado a trabalho. Destes, dois corpos foram localizados e identificados como Diego de Sales Santos, 22, e Mefibozéte Pereira da Solidade, 25.


Durante as investigações, foi constatado que faccionados acreditavam que as vítimas eram membros da facção rival, atuante no Nordeste brasileiro, porém a polícia não encontrou indícios de que as vítimas eram faccionadas.


Caso
Os trabalhadores, Diego de Sales Santos, 22; Wallison da Silva Mendes, 21; Wermison dos Santos Silva, 21; Mefibozete Pereira da Solidade, 25 e Walyson da Silva Mendes, 25, foram identificados como as vítimas desaparecidas no bairro Jardim Primavera, em Várzea Grande, no dia 9 de janeiro.


Na época, o  divulgou que um representante da empresa contou que recrutou os trabalhadores por meio de uma agência de trabalho e que eles chegaram em Mato Grosso no dia 9 de janeiro. Eles foram levados para o alojamento.


Já no dia seguinte, quando a gerência foi buscá-los para o exame admissional, o grupo não foi mais encontrado. Até o momento, nenhum deles foi encontrado. O telefone de um deles não completa a ligação e nem recebe mensagens por WhatsApp.

Fonte: gazetadigital

Autor: Ana Júlia Pereira Foto João Vieira