• Sábado, 04 de Julho de 2026
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04 de Julho de 2026

Veja atuação de cada alvo da PC por desvio de cestas em MT

Veja atuação de cada alvo da PC por desvio de cestas em MT

Justiça negou prisão de cinco vereadores

Cinco vereadores e dois funcionários da Agência Municipal de Regulação e Fiscalização (Agirf) foram alvos da Operação Mesa Vazia, cumprida nesta sexta-feira (3), que investiga um suposto desvio de cerca de 13 mil cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá.
Segundo a investigação, o prejuízo estimado é de R$ 1,95 milhão. Os produtos faziam parte do programa SER
Família Solidário e deveriam ser distribuídos por meio de órgãos públicos, entidades credenciadas e beneficiários previamente cadastrados.

A Câmara Municipal informou que acompanha a investigação e que ira colaborar com às autoridades responsáveis no que for necessário. Segundo o Ministério Público, estes são os alvos e as respectivas funções atribuídas a cada um no suposto esquema.
Benier Marcos Silva (Agirf): Atuava na obtenção das cargas, contato com motoristas, intermediação de documentos e definição dos locais de descarga.
Também era responsavel por pagamentos via PIX relacionados à logística, articulação com agentes políticos e tentativa de uso de caminhão público para retirada de novas cestas.
Renato de Souza Soares (Renatinho)
(Agirf): Tinha atuação direta na logística operacional, com contatos com motoristas e pagamentos via PIX. Usava imóvel familiar como ponto de descarregamento, organizava ajudantes, retirava cestas em veículos de terceiros e acompanhava descargas. Também há indicação de possível uso de comércio familiar para venda de kits de limpeza.
Allan Construtor (PODE): Segundo a investigação, participou de recebimentos anteriores, utilizou veículo vinculado a equipe, manteve tratativas com outros investigados e esteve ligado a Associação Amigos dos Animais. Há relatos de retirada, armazenamento temporário e distribuição irregular de cestas.
Adilson Tavares Lopes (PODE): Teria admitido ter recebido informação sobre cestas destinadas a vereadores, se deslocado a imóvel particular e retirado cerca de 100 cestas básicas, realizando posterior distribuição informal, sem documentação, autorização ou prestação de contas.
Valdeí Leite Guimarães (Pebinha):
Aparece vinculado a imóvel particular usado como ponto de armazenamento clandestino, onde teriam sido encontradas cerca de 400 cestas básicas do Estado.
Armando José de Brito (PMB): Ha relato de testemunha sobre participação na logística de transporte e descarga, além de veículos vinculados a ele e ao filho transportando cestas na carroceria e em carretinha.
Elton Melo (PODE): É apontado como possível receptor de cestas em entregas anteriores e em relatos de contatos telefônicos ligados à operacionalização das cargas.
Conforme a Polícia Civil, parte das cargas era retirada em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá e transportada para Barra do Garças.
Ainda segundo a polícia, em vez de serem entregues às unidades públicas ou instituições responsáveis pela distribuição, os produtos teriam sido levados para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, de onde ocorreria a redistribuição irregular.
Segundo a investigação, o esquema funcionaria por meio de dois fluxos:
Fluxo regular: com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos e entidades responsáveis e prestação de contas.
Fluxo paralelo: os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, utilizando entidades, documentos considerados suspeitos ou representantes sem legitimidade formal, sem o devido controle institucional.

Fonte: folhamax