• Sexta-Feira, 15 de Maio de 2026
  • 11:54h
15 de Maio de 2026

Sefaz descarta impacto na receita de MT após veto da Europa

Sefaz descarta impacto na receita de MT após veto da Europa

O secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, descartou, nesta sexta-feira (15), qualquer impacto direto na receita pública de Mato Grosso com a restrição da importação de carne bovina do Brasil feita pela União Europeia. O Estado tem o maior rebanho do País.

 

Ele afirmou que o Estado exporta para diversos outros clientes pelo mundo e isso vai facilitar para que não haja frustração ou diminuição da receita.

 

“O impacto não vai ser tanto, porque temos diversos clientes. Exportamos soja, milho, algodão, carne bovina também, carne suína para diversos destinos. Então, não deve haver um impacto imediato”, disse.

 

A restrição à importação da Europa é devido ao Brasil não cumprir regras contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária. Com isso, a carne dos animais de Mato Grosso não poderá ser exportada para o bloco comercial a partir de setembro por não cumprir normas sanitárias europeias.

Mato Grosso lidera como o maior rebanho bovino comercial do Brasil, com 32,8 milhões de cabeças, segundo dados do IBGE de 2024. Entre os municípios com maiores rebanhos do País estão Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade, Juara, Colniza, Juína, Alta Floresta e Pontes e Lacerda, de acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). 

 

As exportações de Mato Grosso para a União Europeia em 2025 de carne bovina congelada e fresca/refrigerada somaram US$ 337,45 milhões. Já de janeiro a abril deste ano, registraram US$ 102,94 milhões considerando os mesmos produtos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

 

Acordo comercial

 

A decisão do bloco europeu é tomada no momento em que está provisoriamente em vigor o acordo de livre comércio entre o Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a União Europeia.

 

O acordo negociado há décadas começou a valer temporariamente a partir de 1º de maio. Sua efetivação na prática, depende ainda de uma decisão judicial na Europa que questiona sua validade e legalidade.

 

Uma parcela dos produtores agrícolas europeus, principalmente da França, são contrários ao acordo comercial devido à concorrência do produto brasileiro no continente europeu. Com isso, as autoridades querem que seja aplicado ao Brasil o mesmo rigor de vigilância sanitária realizada aos produtores da União Europeia.

Fonte: midianews

Autor: JONAS DA SILVA DA REDAÇÃO