• Quinta-Feira, 06 de Agosto de 2026
  • 16:29h
06 de Agosto de 2026

OPERAÇÃO POLICIAL: Fundos utilizados em acordo são controlados pelo Banco Master

OPERAÇÃO POLICIAL: Fundos utilizados em acordo são controlados pelo Banco Master

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostra que a operação da Polícia Federal, deflagrada nesta manhã em Mato Grosso e outros estados,

apura suposto esquema de desvio envolvendo fundos de investimento administrados pelo Banco Master e utilizados em um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. 

 

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado nas eleições deste ano, e o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Ricardo Gomes de Almeida, deputado federal Fábio Garcia (União), candidato a vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) e Ulisses Rabaneda, conselheiro do CJN.

 

Segundo a publicação, assinada pelo repórter Vinícius Valfré, a investigação apura a destinação dos R$ 308,1 milhões pagos pelo Estado à Oi em 2024 para encerrar uma disputa judicial sobre restituições tributárias que tramitava desde 2009.

De acordo com a investigação, após a celebração do acordo teria sido montada uma estrutura financeira para pulverizar os recursos por meio de fundos de investimento, permitindo que os valores chegassem a beneficiários finais ligados ao entorno político do ex-governador.

 

A apuração aponta que os R$ 308 milhões foram convertidos em direitos creditórios — ativos financeiros que representam valores a serem recebidos futuramente — e divididos entre os fundos Royal Capital e Lotte Word, ambos administrados e custodiados pelo Banco Master.

 

Ainda conforme o Estado de S.Paulo, o fundo Lotte Word teria utilizado esses recursos para adquirir participações em outras empresas e fundos, entre eles o Golden Bird e o Coliseu, apontados na investigação como pertencentes a pessoas próximas a Mauro Mendes.

 

Entre os beneficiários citados na investigação estão empresas ligadas a Luis Antonio Mendes, filho do ex-governador, além de Fábio Garcia, ex-chefe da Casa Civil e atual candidato a vice-governador, de Fernando Robério Garcia, pai de Fábio Garcia, e de outros aliados políticos.

 

A reportagem também informa que o acordo com a Oi foi conduzido pelo então advogado Ricardo Gomes de Almeida, que posteriormente foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso por indicação de Mauro Mendes, em novembro de 2025. Almeida também figura entre os alvos da operação.

 

A decisão que autorizou a operação foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e tramita sob sigilo. Até a publicação da reportagem do Estado de S.Paulo, Mauro Mendes, o Banco Master e a Oi não haviam se manifestado sobre a operação. 

Fonte: midianews