O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou considerar “estranho” que seus adversários políticos soubessem que a Polícia Federal deflagraria a Operação Heritage, que atingiu o grupo governista.
Pivetta também relembrou que foi vítima de acusações e que o próprio ex-governador e candidato ao Senado em sua chapa, Mauro Mendes (União), foi alvo da Operação Ararath, da Polícia Federal, em 2014, e que ambos conseguiram provar sua inocência.
“Eu já fui vítima de acusação e depois provei minha inocência. Infelizmente, na vida pública, a gente primeiro é condenado, mesmo não devendo nada, não tendo culpa nenhuma no cartório, somos condenados primeiro. O Mauro Mendes, em 2014, era prefeito de Cuiabá, sofreu uma operação parecida com essa também e depois foi inocentado”, disse à imprensa nesta terça-feira (11).
“Até agora não tem ninguém preso e o que é curioso e estranho é os adversários anunciarem isso, como anunciaram essa operação que aconteceu. Será que agora era realmente o momento de fazer? Fica a dúvida, mas vamos em frente”, afirmou.
Durante o anúncio da saída de Mauro Carvalho da Casa Civil, após este ter sido um dos alvos da PF, Pivetta defendeu seu grupo e disse acreditar que eles provarão sua inocência, assim como ele e Mendes já fizeram anteriormente.
“Tem esse processo que cita nomes de companheiros meus valorosos, que eu sinto por eles, por conhecê-los e por saber que não devem e vai ficar provado. Eu acredito muito que nós vamos presenciar e vamos assistir isso [provar a inocência] novamente”, completou.
Inocentados
Em maio de 2014, Mendes, então prefeito de Cuiabá, foi um dos alvos da 5ª fase da Ararath. A investigação cumpriu mandados de busca e apreensão em seu gabinete e residência devido a um empréstimo de R$ 3,4 milhões feito em 2012 com uma empresa de combustíveis investigada no esquema.
Em 2017, após três anos de apuração, a própria PF e o Ministério Público Federal (MPF) emitiram pareceres favoráveis a Mendes e a Justiça concluíram que não houve irregularidade, arquivando o processo contra ele.
Já no caso de Pivetta, ele se referiu às denúncias de violência doméstica de sua ex-esposa. Em fevereiro de 2022, ele foi inocentado após a Justiça de Santa Catarina determinar o arquivamento do inquérito, depois da manifestação do Ministério Público, que apontou falta de elementos suficientes.
Fonte: midianews
Autor: GIORDANO TOMASELLI E JONAS DA SILVA Foto Victor Ostetti/MidiaNews