O promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, da 19ª Promotoria de Tutela Coletiva e Segurança Pública, pediu na Justiça o envio de 3 inquéritos policiais, envolvendo a “Grampolândia Pantaneira”, que estão sob os cuidados da delegada Ana Cristina Feldner.
De acordo com o documento, Filho aponta que há 2 anos nenhuma investigação retornou ao Ministério Público para que o órgão ministerial pudesse se manifestar perante o caso. Além disso, pede que a delegada apresente os inquéritos dentro do prazo de 10 dias.
"no estado em que se encontram, dos seguintes Inquéritos Policiais: envolve as interceptações clandestinas propriamente ditas - fatos ocorridos na “Casa Militar” - , (...) envolvendo suposta usurpação de função pública praticados pelo então Secretário Estadual de Segurança Pública Rogers Jarbas, (...) envolvendo os crimes de embaraçar a investigação criminal, cometidos, em tese, por Rogers Elizandro Jarbas, Helen Christi Carvalho Dias Lesco, Paulo Taques e José Marilson da Silva e Outros, com o alerta de que caso não seja encaminhado, será determinado a BUSCA E APREENSÃO de todos os inquéritos policiais", diz em trecho.
Delegada responde
Porém, a delegada Ana Cristina afirmou que não tem conhecimento do parecer. "Eu só tenho a lamentar tal parecer, porque o Ministério Público deveria se preocupar em apurar a verdade real e querer efetivamente identificar os culpados. Mas desde o início o MP tem se manifestado ao contrário a investigação da Grampolândia Pantaneira", esclareceu ao
.
Feldner ainda ressaltou que se dependesse do promotor Reinaldo Filho, o caso já estaria arquivado.
"Se dependesse do MP, em especial do doutor Reinaldo, a investigação já estaria arquivada. Ele já deu um parecer onde pede o arquivamento, só não ocorreu porque o juiz entendeu que não era o caso e que a investigação deveria prosseguir. Ele pediu isso antes do final da investigação".
A delegada, por fim, disse que está é uma forma desrespeitosa de demonstração de poder e que não irá se intimidar com o ato, visto uma vez que já tinha colocado os inquéritos a mercê do Ministério.
"Essa busca e apreensão não passa de uma medida antiética, desrespeitosa que só quer gerar tumulto nos órgãos oficiais, ele deveria se preocupar com a população e com a resolução dessa investigação. A Polícia Civil em momento nenhum iria descumprir uma ordem judicial e a própria PJC já tinha colocado os inquéritos á disposição e que não precisa dessa escrita midiática. É uma desrespeitosa demonstração de poder, querendo intimidar, mas eu não me sinto intimidada, bastava apenas terem solicitado".
Fonte: gazetadigital
Autor: Pablo Rodrigo e Noelisa Andreola Foto Chico Ferreira