Não restam dúvidas de que o governador Mauro Mendes (DEM) acertou ao optar por enterrar o famigerado VLT e substituir o modal pelo BRT (Bus Rapid Transit).
Difícil não concordar que o sonho do VLT virou pesadelo há tempos.
Fruto da imaginação fértil de um grupo de políticos irresponsáveis, para dizer o mínimo, o tal Veículo Leve sobre Trilhos foi concebido muito mais a partir de um devaneio demagógico e interesses escusos do que em qualquer tipo de razoabilidade.

Pelos vários acertos contabilizados em sua gestão, o governador merece não só o voto de confiança da sociedade, mas também a expectativa de que dará conta de mais esse desafio
Em meio à farra dos milhões e milhões de reais e da corrupção desenfreada, propiciadas pela Copa de 2014, o ex-governador Silval Barbosa e seu entorno, incluindo dezenas de deputados, resolveu brindar Mato Grosso com algo que o colocaria na vanguarda dos transportes públicos, como o que ocorre em vários países europeus.
Mas cá estamos no Brasil, e o que era para ser revolucionário revelou-se um "mico da incompetência" e da omissão, já que faltaram estudos sobre tecnologia, expertise e viabilidade econômica ao VLT.
Depois de 6 anos de obras paradas, e mais de R$ 1 bilhão jogados no ralo, a continuidade do VLT custaria mais R$ 763 milhões, enquanto o BRT custará R$ 430 milhões.
O custo da passagem do VLT ficaria na casa dos R$ 5,30, o dobro da do BRT. A projeção de passageiros atendidos por dia pelo VLT seria de 118 mil, contra 155 mil do BRT.
Isso sem contar no ônus mensal milionário ao Estado, que teria que subsidiar as passagens.
São apenas alguns dos indicadores que revelam a inviabilidade do modal sobre trilhos.
Portanto, Mendes mostrou pragmatismo e bom senso ao decidir pela a mudança para o BRT.
E, pelos vários acertos que têm sido contabilizados em sua gestão, o governador merece não só o voto de confiança da sociedade, mas também a expectativa de que dará conta de mais esse desafio.
Fonte: midianews
Autor: Mayke Toscano/Secom-MT