A maioria dos eleitores de Mato Grosso prefere eleger um governador que dê continuidade à atual gestão estadual, segundo pesquisa AtlasIntel. Os cruzamentos demográficos do levantamento mostram que essa preferência prevalece em diferentes faixas de renda, regiões e segmentos do eleitorado, embora haja grupos em que o desejo de mudança é majoritário.
Entre os homens, 59,1% defendem a continuidade, contra 36,6% que preferem uma gestão diferente. Entre as mulheres, o cenário se inverte: 49,6% querem mudança, enquanto 44,6% optam pela continuidade.
A divisão também aparece de forma acentuada conforme a idade. Entre eleitores de 35 a 44 anos, 63,3% preferem a continuidade. Já entre aqueles de 45 a 59 anos, 58,5% defendem uma gestão diferente, contra 31,1% que querem a manutenção do atual modelo.
A escolaridade revela outro contraste. Entre eleitores com ensino médio, 67,3% querem continuidade, contra 26,3% favoráveis à mudança. No grupo com ensino superior, ocorre o inverso: 60,9% preferem uma gestão diferente, enquanto 35,1% defendem a continuidade.
Regiões
A continuidade vence em boa parte das regiões pesquisadas. Em Cáceres, chega a 70,2%, contra 26,9% favoráveis a uma gestão diferente. Em Mauro Mendes, o índice é de 59,4%; na região intermediária de Cuiabá, 56,2%; em Sinop, 49,6%; e em Rondonópolis e Barra do Garças, 47,4%.
Na Capital, porém, o cenário é praticamente dividido. 49,9% preferem uma gestão diferente e 46,8% querem continuidade, diferença de apenas 3,1 pontos percentuais.
Renda e religião
A preferência pela continuidade também aparece em todas as faixas de renda apresentadas. Entre aqueles com renda familiar de R$ 3 mil a R$ 5 mil, o índice chega a 56,7%, contra 40,8% que defendem mudança.
O recorte religioso apresenta uma das maiores diferenças da pesquisa. Entre evangélicos, 74,1% querem um candidato que dê continuidade à atual gestão, contra 22,8% que preferem mudança. Entre católicos, o quadro se inverte: 52,7% defendem uma administração diferente e 42,7% preferem continuidade.
Política
O posicionamento político também influencia fortemente a resposta. Entre bolsonaristas, 64,2% preferem continuidade, ante 33,9% que defendem mudança.
Entre petistas, ocorre o contrário: 79,6% querem uma gestão diferente, contra 15,7% favoráveis à continuidade. Entre eleitores que se definem como antipetistas e antibolsonaristas, 58,8% defendem continuidade e 37,5% mudança.
O levantamento ainda revela uma associação entre o comportamento eleitoral de 2022 e a posição atual. Entre os que afirmaram ter votado em Jair Bolsonaro no segundo turno presidencial, 64,7% querem continuidade. Entre os eleitores de Lula, 66,5% preferem uma gestão diferente.
Metodologia
A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.209 eleitores de Mato Grosso entre os dias 4 e 9 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela própria AtlasIntel e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-02766/2026 e BR-08540/2026.
Fonte: midianews
Autor: CÍNTIA BORGES DA REDAÇÃO