• Terça-Feira, 07 de Julho de 2026
  • 12:54h
07 de Julho de 2026

Juíza remarca data e libera público no júri de filho de ex-deputado

Juíza remarca data e libera público no júri de filho de ex-deputado

Empresário é réu confesso das mortes da ex e do atual namorado dela; julgamento será no dia 21

 

A Justiça de Mato Grosso acolheu um pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e determinou, nesta segunda-feira (6), o levantamento integral do sigilo da ação penal contra o empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra. A decisão também autorizou a presença do público durante o julgamento pelo Tribunal do Júri.

 

Inicialmente marcado para esta terça-feira (7), o júri foi adiado e redesignado para o dia 21 de julho de 2026, às 9h.

 

Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, Carlinhos, como é conhecido, é réu confesso pelo feminicídio da ex-companheira, Thays Machado, e pelo homicídio do então companheiro dela, Willian César Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023, em Cuiabá. O empresário está preso.

 

Ao analisar o pedido do MPE, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, entendeu que não há risco concreto à intimidade das vítimas ou de terceiros que justifique a manutenção do segredo de Justiça.

A magistrada destacou que a publicidade dos atos processuais é a regra prevista na Constituição e ressaltou que o próprio Ministério Público, após diálogo com os familiares das vítimas, manifestou-se favoravelmente à abertura da sessão ao público.

 

Apesar do levantamento do sigilo, a decisão impõe restrições à cobertura do julgamento. A transmissão de imagens ficará restrita à assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), sendo proibida a entrada de equipes de televisão e de outros veículos de comunicação no plenário.

 

Também continua vedada a captação e divulgação de imagens que permitam identificar o réu ou os jurados. O acesso do público em geral, no entanto, está liberado.

 

Relembre o caso

 

Thays, de 44 anos, e Willian, de 30, foram mortos a tiros no dia 18 de janeiro no bairro Consil, em frente ao Edifício Solar Monet. Eles foram até o edifício, onde mora a mãe de Thays, para deixar um veículo na garagem.

 

Ao sair na portaria para aguardar a chegada de um veículo de transporte por aplicativo, o casal foi surpreendido pelo assassino, que conduzia um Renault Kwid, e passou a fazer os disparos contra o casal, que morreu ainda no local.

 

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constatou que Thays foi atingida por três disparos, sendo dois nas costas e um no quadril.

 

Willian foi atingido no braço esquerdo e no peito. Ele tentou fugir da mira do atirador, mas caiu na calçada, a poucos metros de Thays, e não resistiu aos ferimentos.

 

Thays era servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e Willian era empresário em São Paulo (SP). Ele e Thays haviam iniciado relacionamento poucas semanas antes de serem mortos.

 

Carlos Alberto foi pronunciado em maio de 2023 por duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, perigo comum, surpresa e impossibilidade de defesa das vítimas, além de feminicídio contra Thays. 

Fonte: midianews