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14 de Setembro de 2026

Guerra Por Apoios: Pivetta refuta queixa de coação a prefeitos sob ameaça de cortes; Tem B.O.?

Guerra Por Apoios:  Pivetta refuta queixa de coação a prefeitos sob ameaça de cortes; Tem B.O.?

O candidato à reeleição ao governo do estado, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu as declarações do seu rival, o candidato Wellington Fagundes (PL), de que estaria coagindo prefeitos, ameaçando não fazer repasses de verbas devidas. Em cobrança com a imprensa, Pivetta ironizou a falta de uma denúncia formal.


“Olha para o meu semblante, a preocupação que estou. Tem algum B.O.? Uma acusação séria deveria ter uma denúncia formal”, retrucou o governador.


Pivetta disse que nunca conversou com os gestores municipais sobre política e que atende a todos igualmente.

“Eu falo com os prefeitos, já faz sete anos e meio, sobre os problemas da cidade, os problemas dos municípios. Problemas e soluções. Nós ajudamos a criar soluções e atendemos todos os prefeitos, independentemente de partido, se é da extrema-direita, extrema-esquerda, se é centro”, disse.

 

Questionada, a assessoria do candidato Wellington Fagundes informou que a denúncia não foi e não será oficializada junto à Justiça.


Na última semana, Fagundes afirmou aos jornalistas ter recebido relatos de prefeitos, inclusive do seu partido, que não poderiam declarar apoio a ele para não perder as verbas de convênios dos municípios com o Estado.


Esses convênios são acordos em que o governo do Estado repassa as prefeituras dinheiro do seu próprio orçamento para o custeio de obras, políticas públicas ou aquisição de material.


“Muitas denúncias, muitas denúncias, muitas denúncias. A estrutura do governo está sendo usada para cooptar e forçar lideranças políticas no apoio à sua candidatura”, acusou o senador Wellington Fagundes.


Conforme o senador, prefeitos que já haviam sinalizado apoio ao seu projeto de candidatura, mas precisaram voltar atrás por uma suposta pressão do governo. O candidato oposicionista também questionou os valores pendentes desde o ano passado. Conforme a denúncia, podem chegar a 90%.


“O volume de convênios que foi feito no último ano, às vésperas do último prazo, pagando apenas um pouquinho e deixando 90%, 80%, 70% a pagar, isso tem que ser visto”, disse.

Fonte: gazetadigital

Autor: Aparecido Carmo FOTO Mayke Toscano/Secom-MT