Estudo da Deloitte mostra que apenas 36% das organizações possuem processos estruturados para gestão de crises
Crises de reputação podem surgir a partir de diferentes situações: vazamento de dados, falhas em produtos, problemas ambientais, denúncias de conduta inadequada ou manifestações públicas de lideranças. Em comum, esses episódios exigem respostas rápidas, coordenadas e transparentes para reduzir danos à imagem e ao negócio.
Apesar dos riscos, a maioria das empresas brasileiras ainda não está preparada para responder de forma estruturada a situações críticas. É o que revela a pesquisa Maturidade e resiliência empresarial na gestão estratégica de riscos, da consultoria Deloitte.
Embora mais de 90% das organizações afirmam monitorar indicadores de risco, muitas ainda enfrentam dificuldades para transformar esse acompanhamento em planos efetivos de resposta a crises.
O levantamento revela que apenas 36% das organizações possuem processos estruturados de capacitação para crises corporativas. Além disso, 58% não realizam simulações ou testes de crise, enquanto 76% permanecem em estágios reativos ou iniciais de antecipação de riscos.
Os dados evidenciam uma contradição: as empresas reconhecem a importância da gestão de riscos, mas ainda investem pouco na preparação para enfrentar situações reais.
O impacto financeiro das crises
Os prejuízos de uma crise vão muito além do desgaste da imagem. O Crisis Index 300, desenvolvido pela consultoria australiana SenateSHJ, analisou 314 empresas afetadas por crises corporativas em 27 bolsas de valores, abrangendo 32 setores econômicos ao longo de quatro décadas.
O levantamento concluiu que as ações das empresas caem, em média, 35,2% após uma crise e levam cerca de 427 dias para recuperar o valor anterior ao incidente.
Além da perda de valor de mercado, o estudo identificou uma redução média de 68,6% no lucro por ação (EPS), com destruição de bilhões de dólares em valor para os acionistas. Em 121 dos 314 casos analisados, as ações jamais retornaram ao patamar anterior à crise e, em 33 empresas, os desdobramentos culminaram em falência, aquisição ou fechamento de capital.
As primeiras horas definem o tamanho dos danos
Os dados demonstram que a capacidade de responder rapidamente a uma crise não depende apenas da existência de protocolos, mas também da preparação das equipes responsáveis pelas decisões e pela comunicação.
Em um cenário em que crises podem comprometer resultados financeiros e reputacionais por longos períodos, investir na qualificação das equipes deixa de ser apenas uma medida preventiva e passa a integrar a estratégia de continuidade dos negócios.
A capacidade de antecipar riscos, organizar respostas e comunicar decisões de forma transparente tem se tornado um diferencial para organizações que buscam preservar a confiança de clientes, colaboradores, investidores e demais públicos estratégicos.
A preparação prévia também contribui para reduzir decisões tomadas sob pressão, definir responsabilidades entre as equipes e estabelecer fluxos de comunicação mais claros durante situações críticas. Quanto maior o nível de planejamento, maiores as chances de minimizar impactos e acelerar a recuperação da organização após um episódio de crise.
Para isso, a Escola de Pessoas da Sólides disponibiliza gratuitamente o curso Gestão de Crise – Fundamentos, Resolução e Reputação Digital, ministrado por Carla Ramalho, CEO da consultoria Notracorp. Com duração de 1h20, a capacitação aborda desde a prevenção até a condução da comunicação em cenários críticos.
Voltado a profissionais que desejam desenvolver competências para atuar de forma ética, transparente e estratégica diante de situações de crise, o curso oferece certificado de conclusão e pode ser acessado gratuitamente pela plataforma da Escola de Pessoas.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Autor: Foto: Curated Lifestyle/Unsplash.