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05 de Fevereiro de 2026

Defaz encontrou dinheiro em espécie em casa de empresário; veja

Defaz encontrou dinheiro em espécie em casa de empresário; veja

A Polícia Civil encontrou na casa do empresário Fabrício Campana, acusado de liderar um esquema de sonegação fiscal que atuava em operações de comercialização de grãos, o montante de R$ 27 mil em espécie.

 

Foram encontrados uma grande quantidade de dinheiro, quase R$ 27 mil em espécie. O que é raro hoje em dia, ninguém anda com dinheiro

Ele e a esposa foram alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (3), no âmbito da Operação CNPJ na Cela. Na casa do casal, estavam apenas familiares e, no local, os policiais encontraram quase R$ 27 mil em espécie. Até o mês de janeiro, Fabrício estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

 

A informação foi confirmada durante coletiva de imprensa pelo delegado João Paulo Firpo, da Especializada de Crimes Fazendários (Defaz).

 

“Foram encontrados uma grande quantidade de dinheiro, quase R$ 27 mil em espécie. O que é raro hoje em dia, ninguém anda com dinheiro, o que já denota, normalmente, que é dinheiro fruto de ilicitude e de diversas searas, até porque tem envolvido [no esquema] que já foi preso por tráfico, por roubo à mão armada, ele [Fabrício] foi por estelionato, tem indício de facção criminosa no meio. Então, esse dinheiro pode ter sido de várias fontes”, explicou o delegado.

As ordens judiciais foram de busca e apreensão, cautelar de suspensão da atividade do contador Marcelo Rodrigues de Arruda, pelo período de 180 dias para investigação, e a suspensão da atividade de 21 empresas de fachada.

 

Marcelo, segundo o delegado, era o responsável por abrir diversas das empresas ligadas ao esquema.

 

Operação

 

Segundo a Polícia, a operação teve início a partir de informações da Secretaria de Fazenda. O setor de inteligência identificou que empresas recém-criadas estavam com um volume muito grande de emissão de notas fiscais em operações envolvendo grãos.

 

Foi feito um levantamento das pessoas físicas que compunham o quadro societário dessas empresas, e foi identificado que muitas delas tinham passagem pelo sistema penitenciário, inclusive durante o período de constituição.

 

Outras pessoas usadas como laranjas eram de baixa renda, sem condições de movimentar os montantes declarados. Segundo a Polícia, parte dessas pessoas sequer sabia que seus nomes estavam sendo usados no esquema.

Fonte: midianews

Autor: LIZ BRUNETTO E LARISSA AZEVEDO DA REDAÇÃO