• Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2026
  • 19:12h
09 de Setembro de 2026

COBRAVAM ATÉ R$ 10 MIL: Policial penal e professora são alvos de operação por esquema ilegal de celulares em presídio de VG

COBRAVAM ATÉ R$ 10 MIL:  Policial penal e professora são alvos de operação por esquema ilegal de celulares em presídio de VG

Policial Penal e uma professora da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) são alvos da Operação Insídia, deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), para desarticular um esquema que facilitava a entrada de aparelhos celulares e outros itens para presos integrantes de uma facção criminosa em presídios de Mato Grosso.

 

Conforme as informações da Polícia Civil, ao todo, são duas prisões preventivas, duas buscas e apreensões, dois bloqueios de contas e dois afastamentos das funções públicas expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

 

Os servidores, que atuam no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, são investigados por crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa. A atuação dos servidores estaria relacionada à logística de integrantes de uma facção criminosa.

 

 

Investigação

As investigações iniciaram em junho de 2025, após análise de materiais apreendidos que identificaram transferências via Pix destinados à professora investigada, realizados por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados.

 

As informações coincidiram com uma denúncia que apontava a atuação da professora e do policial penal na introdução clandestina de aparelhos celulares e outros itens ilícitos na unidade prisional, mediante o recebimento de vantagens financeiras indevidas.

 

 

As investigações também apontaram movimentações consideradas incompatíveis com a atividade funcional dos investigados.

O policial penal cobrava valores entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para integrantes da facção criminosa.

 

Durante a sua atuação, ele chegou a utilizar a conta de sua companheira para receber os valores, como forma de dificultar a rastreabilidade das movimentações financeiras.

 

Entrada de objetos

Conforme apontado, a professora se valia do trânsito autorizado no interior da unidade prisional para viabilizar a entrada clandestina de celulares e outros itens em favor da facção, enquanto o policial penal utilizava sua condição funcional para o mesmo objetivo.

 

O acesso privilegiado ao ambiente prisional, proporcionado pelos cargos ocupados pelos investigados, foi o elemento essencial para a prática do crime.

 

Diante dos elementos colhidos durante as investigações, foi representado pelas ordens judiciais contra os investigados. Além das prisões preventivas, a Justiça determinou a suspensão cautelar do exercício das funções públicas dos dois servidores durante o período de duração da investigação.

 

Os mandados de buscas têm como objetivo a apreensão de novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

 

Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros nos valores de R$ 14,6 mil para a professora e de R$ 25,5 mil para o policial penal.

 

Operação Insídia

Insídia significa traição, falta de lealdade. A denominação faz referência à conduta investigada, na qual agentes públicos são suspeitos de terem traído as funções que exerciam, a confiança depositada pela sociedade e o próprio Estado, utilizando justamente as prerrogativas dos cargos para facilitar a atuação criminosa dentro do sistema prisional. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer toda a extensão da estrutura criminosa.

Fonte: gazetadigital

Autor: DA REDAÇÃO foto Chico Ferreira