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19 de Maio de 2026

Após três anos, Justiça marca júri popular de filho de Bezerra

Após três anos, Justiça marca júri popular de filho de Bezerra

A 1ª Vara Criminal de Cuiabá marcou para o dia 7 de julho, às 9h, o Tribunal do Júri do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado de matar a tiros a ex-namorada, Thays Machado, e o atual companheiro dela, Willian César Moreno, em 2023. 

 

O empresário foi pronunciado em maio de 2023 por duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, perigo comum, surpresa e impossibilidade de defesa das vítimas, além de feminicídio contra Thays.  

 

Thays, de 44 anos, e Willian, de 30, foram mortos a tiros no dia 18 de janeiro no bairro Consil, em frente ao Edifício Solar Monet. Eles foram até o edifício, onde mora a mãe de Thays, para deixar um veículo na garagem.

 

Ao sair na portaria para aguardar a chegada de um veículo de transporte por aplicativo, o casal foi surpreendido pelo assassino, que conduzia um Renault Kwid, e passou a fazer os disparos contra o casal, que morreu ainda no local.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constatou que Thays foi atingida por três disparos, sendo dois nas costas e um no quadril.

 

Willian foi atingido no braço esquerdo e no peito. Ele tentou fugir da mira do atirador, mas caiu na calçada, a poucos metros de Thays, e não resistiu aos ferimentos.

 

Thays era servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e Willian era empresário em São Paulo (SP). Ele e Thays haviam iniciado relacionamento poucas semanas antes de serem mortos.

 

Trajetória processual

 

Desde que foi pronunciado, em maio de 2023, os advogados de Carlinhos ajuizaram diversos recursos na tentativa de adiar o julgamento popular.
 

Em julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) comunicou o trânsito em julgado dos recursos e devolveu o processo à primeira instância.

 

No mês passado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou outra manobra da defesa e manteve em Cuiabá o júri popular do empresário.

 

Segundo a defesa divulgou à época do pedido, o motivo do desaforamento seria pela ampla repercussão do caso na Capital, que poderia comprometer a imparcialidade do júri.

Fonte: midianews

Autor: ANGÉLICA CALLEJAS DA REDAÇÃO